PROTEÇÃO SOLAR: Mitos e Verdades ☀

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Os efeitos que a radiação solar pode causar à pele vão desde queimaduras e fotoenvelhecimento até câncer de pele. A proteção solar é fundamental para preservar a saúde e a juventude da pele, mas qual a forma correta de garantir essa proteção? Reunimos a seguir três renomados dermatologistas—dra. Adriana Vilarinho, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), dra. Karla Assed, dermatologista membro da SBD, e dr. Cristiano Horta, médico e consultor científico da ISDIN— para comentarem sobre mitos e verdades em torno do uso do protetor solar.


Usar protetor solar diariamente ajuda a prevenir o envelhecimento precoce da pele
Dra. Adriana Vilarinho: VERDADE! A pele cronicamente exposta à radiação solar torna-se espessa, com pigmentação irregular, tem maior número de vasos superficiais, redução do colágeno e apresenta rugas mais profundas. Estudos mostraram que o uso de protetores solares previne essas alterações.

O uso do protetor solar inibe o bronzeado
Dra. Karla Assed: MITO. Os filtros solares não protegem 100% dos raios UVA, que são responsáveis pelo bronzeamento. Sendo assim, mesmo usando filtro solar, a pele fica bronzeada.

O protetor solar só precisa ser reaplicado se a pele tiver contato com a água
Dr. Cristiano Horta: MITO. Diversos fatores interferem na eficácia do fotoprotetor. Sudorese, umidade do ar, cor da pele, vento, imersão na água, água salgada, fricção, uso de toalhas e condições climáticas podem diminuir o tempo de fotoproteção individual.
Com base nesses dados, preconiza-se a aplicação dos protetores 30 minutos antes da exposição solar e a reaplicação a cada 2 horas, mesmo se o produto não tiver sido removido. Em caso de sudorese intensa ou contato com água, a reaplicação deve ser feita imediatamente.

Embora a pele negra seja mais resistente ao sol, também necessita de proteção solar
Dra. Adriana Vilarinho: VERDADE! Pessoas de pele negra têm, reconhecidamente, risco mais baixo de desenvolvimento do câncer de pele. Porém, podem, sim, ter a doença, e uma vez acometidas os quadros são mais graves. E, além da discussão sobre fotoproteção e prevenção de câncer, os pacientes de pele negra possuem tendência maior a manchar a pele após qualquer trauma (hiperpigmentação pós-inflamatória) e apresentar melasma, por isso é importante o uso regular de filtro solar.

Não se deve usar um protetor solar de adulto em bebês e crianças
Dra. Karla Assed: VERDADE! Dependendo da idade da criança, o melhor filtro é o com dióxido de titânio, resistente à água. Antes dos seis meses, é recomendado não passar protetor solar, pois pode dar alergia. Bebês devem ser protegidos com roupas e chapéus — ou, preferencialmente, mantidos à sombra.

Pessoas com a pele muito clara, além de fazer o uso do protetor solar, devem usar boné e camiseta com FPS
Dr. Cristiano Horta: MITO. Qualquer pessoa, independentemente da cor da pele, deve associar o uso do fotoprotetor a outras medidas, como uso de óculos escuros, chapéu (para proteger as orelhas), camiseta ou camisa de mangas compridas (se tiverem FPS, melhor), evitar a exposição nos horários de maior risco e observar atentamente o índice de radiação UV.

Acima de FPS 30, todos os protetores têm a mesma eficiência, e tanto faz usar um FPS 30, 60 ou 90
Dra. Adriana Vilarinho: MITO. O Fator de Proteção Solar (FPS) protege a pele da radiação UVB, evitando que ela queime e fique vermelha. Com um FPS 15 a pele levará 15 vezes mais tempo para ficar vermelha; com um FPS 60, levará 60 vezes mais tempo. Mas não adianta usar o filtro com FPS 90 e achar que está protegido pelo resto do dia! Qualquer protetor, independentemente do FPS, tem que ser reaplicado após 2 ou 3 horas, pois após esse período ele já não possui mais eficácia.

O fotoprotetor oral é tão eficaz quanto o protetor convencional
Dra. Karla Assed: MITO. Existe um filtro solar oral para usar 15 dias antes de se expor ao sol. É muito eficiente e complementa a eficácia do produto tradicional, mas não substitui o filtro solar tópico.

O correto é aplicar o protetor solar primeiro e o repelente depois
Dr. Cristiano Horta: VERDADE! Os ativos presentes nos repelentes atuam no sistema olfativo dos mosquitos, repelindo-os. Portanto, os repelentes sempre devem ser aplicados por último sobre as áreas expostas. Então, devemos aplicar primeiro o protetor solar e, depois de absorvido, o repelente.


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