Saúde Emocional 😃

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O poder da autoestima

Por Vera Regina Miranda*

A autoestima refere-se ao valor atribuído à própria pessoa – a como ela se sente consigo: com seu corpo, sua inteligência, suas habilidades acadêmicas, profissionais, afetivas, sociais, com seu próprio gênero. A autoestima pode ser positiva ou negativa. Quando é positiva, gostamos de nós mesmos, nos julgamos bonitos, inteligentes, poderosos; quando ela é negativa, tendemos à autodesvalorização, duvidando de nosso valor e de nossa capacidade.

Quando os pais se excedem em punições e críticas negativas, não valorizam esforços, são insensíveis diante dos erros, não dão espaço para o diálogo, economizam demonstrações de carinho e elogios, não dão proteção física e afetiva e exageram nas cobranças, abrem espaço para que seus filhos sintam que nada do que fazem é bom o bastante e, consequentemente, que eles (filhos) não são capazes.

A autoestima vai sendo construída, inicialmente, pelos pais, que são as primeiras pessoas significativas. Eles funcionam como espelhos nos quais seus filhos vão se refletindo e, depois, isso também vai sendo delegado para outras pessoas, como os professores, amigos, namorados(as), cônjuges. Há algumas atitudes dos pais que podem contribuir para o desenvolvimento de uma autoestima positiva:

1. Demonstrar prazer no que o filho fizer, valorizando suas tentativas, sem atacar seus erros.

2. Estimular que enfrente conflitos, desentendimentos com irmãos e colegas, permitindo-lhe comunicar suas emoções.

3. Evitar agir e falar pelo filho.

4. Auxiliar na responsabilidade pelos seus próprios atos, ajudando-os a questionarem sobre o que fizeram para obter a nota baixa, o distanciamento de seu amigo, etc.

5. Sensibilizar para que seus filhos busquem dar o seu melhor em tudo o que fizerem, o que não significa que eles tenham que ser os melhores sempre.

6. Permitir ao filho viver frustrações – porque elas fazem parte da vida.

A estudiosa Dorothy Briggs afirma que “a autoestima é a mola que impulsiona a criança para o êxito ou fracasso enquanto ser humano”. E isso é verdadeiro, pois muitas problemáticas emocionais vividas pelas pessoas em sua vida adulta referem-se a questões relativas à baixa autoestima que foi construída durante o seu desenvolvimento. Portanto, os pais devem procurar investir nesta difícil tarefa de educar para uma autoestima positiva, já que isso contribui para uma imunidade psicológica, prevenindo desajustes afetivos e abrindo maiores possibilidades de realização acadêmica, emocional e profissional.

* Vera Regina Miranda (CRP-08/1386) é psicóloga, mestre em psicologia da infância e da adolescência, professora da Universidade Positivo, psicoterapeuta, escritora e autora de um jogo terapêutico (Jogo dos Sentimentos) e de um material psicopedagógico (E agora, Zé?).

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